Falta de espontaneidade ou mêdo?
Adiar é a principal barreira à mudança.
Autodesenvolvimento: Você só depende de você.
Desatando o Nó da Comunicação Empresarial.
Siga em frente com o foco no cliente!
Verdade ou Mentira!


Falta de espontaneidade ou mêdo?

Espontaneidade, segundo Moreno, é a capacidade de um organismo adaptar-se adequadamente a novas situações. Da espontaneidade dependem as novas respostas, as imprevisíveis. A espontaneidade não é apenas o processo dentro da pessoa, mas também o fluxo de sentimentos na direção do estado de espontaneidade de uma outra pessoa, ou de outras.

No ambiente cultural em que nos desenvolvemos, a tendência habitual é substituí-la cada vez mais por respostas fixas e reguladas, que não permitem reações novas e inesperadas.



Dentro das organizações percebemos que a espontaneidade é camuflada e canalizada para outras esferas, comprometendo as relações e ações de liderança. Perde-se a capacidade criativa e, conseqüentemente, a capacidade produtiva.
Quais são os maiores problemas que encontramos nas empresas no que se refere às relações humanas?
Desconfiança, descrença, medo, resistência ao novo, às mudanças...
Sim, mas o que fazer com tudo isso? Como tratar ou melhorar o clima dentro das organizações? Como liberar a espontaneidade sem gerar desrespeito?

Todo e qualquer relacionamento, seja afetivo, familiar, social ou profissional, pressupõe um pacto de respeito e confiança baseado em sentimentos verdadeiros e espontâneos. A quebra desses valores leva o ser humano a uma desconfiança múltipla que compromete sua capacidade perceptiva e relacional.

O exercício da espontaneidade enriquece o meio e a quem a exerce, na medida em que permite ao indivíduo uma correta adequação ao ambiente por livre vontade e sem imposições que cerceiem sua personalidade, ao mesmo tempo que provoca nos demais o mesmo tipo de resposta.

O rendimento geral de um indivíduo ou de um grupo que possua um alto nível de espontaneidade caracteriza-se por uma relação mais adequada entre capacidade criativa e produtiva e um menor esforço realizado.

A espontaneidade é, pois, um fator fundamental para a adaptação do indivíduo ao seu ambiente, sem que sua adequação signifique destruição ou perda de sua liberdade; muito ao contrário, significa uma maior possibilidade de exercê-las e desenvolvê-las nesse mesmo meio. Ao participar vivencialmente deste meio, o indivíduo desfruta dele e o engrandece, sem, no entanto, romper os laços necessários da disciplina.

A espontaneidade, como função criadora, esforça-se por criar o eu e um meio mais adequado para ele.

Nas organizações espera-se que o ambiente criado, inicialmente pelos seus criadores ou idealizadores, seja de desenvolvimento contínuo e de integração constante entre líderes e liderados. Porém, não é o que ocorre!

Percebem-se pessoas desmotivadas, desatualizadas, descontentes e resistentes às mudanças.
São profissionais ou trabalhadores? Será que eles sabem a diferença?
E os líderes, será que sabem, também, a diferença? Será que este líder estimula seus subordinados a se tornarem profissionais preparados e equilibrados emocionalmente?
E a cúpula? Será que ela recebe todas essas informações sobre seus funcionários e seu desempenho? Será que esta cúpula não está tão envolvida em ações estratégicas que não se apercebe do clima de sua empresa?

Mas onde está a resposta?

Talvez esteja dentro de cada um de nós. A partir do momento em que nos permitimos ser espontâneos aprimoramos nossa capacidade perceptiva e criativa e encontramos soluções novas e adequadas mesmo que seja para velhos problemas.

Quando nos apercebemos que, nesse ritmo alucinado que anda a evolução do mundo, o homem tem necessidade de se aprimorar e aperfeiçoar e ser estimulado a prosseguir nesta constante busca do saber.

O homem em sua essência é criativo, vivo, dinâmico e espontâneo. Uns têm isso mais aflorado e outros armazenados em algum lugar dentro de si. Nós temos a obrigação de oferecer àqueles que não se permitem liberá-la, um oportunidade de enxergá-la de forma diferente.

Como ... diferente?

De uma forma que só quem tem crença no ser humano consegue: com AMOR e RESPEITO.

Claudia Blaia
CMGB* Consultoria & Treinamento

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Adiar é a principal barreira à mudança.

Quem não acredita não tem a mínima chance de vencer. A dúvida mata a força criadora, faz tremer as mãos do artista e balança o amor do amante.

Para quem deseja implementar mudanças e realizar seus projetos, organização é um ponto fundamental. Com tantos afazeres à espera, ninguém pode se dar ao luxo de desperdiçar tempo. A maior parte dos vendedores, por exemplo, sai a campo sem plano de visitas e fica dando voltas pela cidade enquanto a concorrência fecha os negócios. Depois não entende por que o dia não rendeu o esperado!
Por isso, é imprescindível ter um plano bem definido, que deixa claro o que deve e o que não deve ser feito. Como dizem os arquitetos e os decoradores, discuta bem o projeto antes de iniciar a obra, pois mudar a planta é simples, já que o papel é barato, mas derrubar parede é muito caro.
Finalmente, para realizar, é preciso acreditar. São Tomé estava errado, não é ver para crer, é crer para ver. Quem não acredita não tem a mínima chance de vencer. A dúvida mata a força criadora, faz tremer as mãos do artista e balança o amor do amante. E o vencedor indeciso perde o negócio antes mesmo de oferecê-lo ao cliente.

É lamentável que, hoje no Brasil, se viva a admiração dos catastrofistas, que só provocam dúvidas. Economistas, administradores e políticos adeptos da desgraça ganham cada vez mais projeção na imprensa com previsões negativas.

Isso me lembra médicos incompetentes que, ao proferir um diagnóstico, agravam, propositadamente as condições do paciente só para evitar de se responsabilizar por ele. Pediatras que, ao examinar um pequeno paciente, percebem que a criança está apenas com uma gripe forte e falam para a mãe: “Seu filho está com uma pneumonia gravíssima, mas confie, nós faremos todo o possível para que ele fique bom”.

Um dia, quando ainda era estagiário, vi uma cena muito parecida com essa. Fiquei chocado com a fala do profissional e perguntei porque ele havia feito isso. Escutei como resposta:
- Roberto, se a doença piorar, a mãe não vai me acusar de imperícia e, se a criança ficar boa, ela vai me adorar e eu vou ganhar muito dinheiro.

Fiquei com tanta raiva que tive vontade de bater nele. Ter noção da realidade é fundamental. Não negar a dificuldade, mas ter a noção exata de sua gravidade, demonstra que você está capacitado para fazer uma análise profunda. Acredite. Organize-se. Avance. Certamente as pessoas comuns vão desistir no meio do caminho, mas depois vão admirar sua capacidade de ir atrás de seus sonhos.



Roberto Shinyashiki

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Desatando o Nó da Comunicação Empresarial


Somos tradutores. Cada um de nós. Vivemos em um país onde se "dobra a esquina". Quando dizemos "pois sim!", estamos dizendo "não". E por "pois não", entenda-se "sim". "Lemos nas entrelinhas". "Jogamos verde para colher maduro". Orgulhosos, ficamos "num mato sem cachorro", saímos "com o rabo entre as pernas" e ainda "douramos a pílula". Contrariando a geografia, ficamos "a ver navios" em Minas Gerais. E ninguém sabe se responde, quando a pergunta é "E agora, José?". O que falamos não é o que dizemos. E o que ouvimos não é o que escutamos. Traduzimos, vertemos, trasladamos e interpretamos.

Traduzir é hoje uma habilidade valiosa em qualquer empresa. O famoso SAC, que vemos nas embalagens, deveria ser mais do que "Serviço de Atendimento ao Consumidor". Deveria ser a abreviatura de "SACar o que deseja o consumidor". Porque é preciso conhecer os clientes, colocar-se no lugar deles, prever seus pensamentos. Para evitar sua repulsa, como aconteceu com os compradores de uma marca de termômetro retal cujo slogan era "Testados um a um". Ou a rejeição dos compradores do "Chevy Nova" nos países de língua espanhola. "No-va", em espanhol, podia ser interpretado como um carro que não sai do lugar.

É importante identificar as diferenças nos clientes. Cada ser humano é diferente. Se os homens fossem todos iguais, as mulheres não escolhiam tanto. Entender o cliente é essencial. Para não errar como errou uma empresa americana ao vender seus alimentos para bebês na África. Como em outros lugares, os vidrinhos foram rotulados com a foto de um bebê gorducho. Uma barbaridade, em uma época e lugar onde, graças ao elevado índice de analfabetismo, era praxe estampar na embalagem apenas a foto do conteúdo.

O problema com a comunicação é que um produto pode se tornar tão óbvio para o fabricante, que este acaba achando que o cliente saberá decifrá-lo. Mas o óbvio nem sempre é garantia de sucesso. Se fosse, alguém já teria lançado a comida para gatos com sabor de rato. E o lápis número 2 não seria o mais vendido. Todos iriam querer o número um.

Nossa empresa passou por problemas de comunicação, por debutar cedo demais no baile dos serviços de Internet. Ninguém sabia de que se tratava. Dizer que éramos "uma empresa de Internet em Limeira", poderia levar alguém a nos confundir com o Inter de Limeira, campeão paulista de 86. Nem tínhamos a popularização do e-business a nosso favor. Para aquilo que nossos catálogos descreviam como "Terceirização de Sistemas Via Internet" ainda não existia a sigla ASP, ou "Application Service Provider". E para o que descrevíamos como "Integração de Empresas, Fornecedores e Clientes para Compra e Venda Entre Empresas" não tinham inventado a sigla "B2B".

A comunicação na área de produtos e serviços de Internet pode se transformar em um verdadeiro "Nó Górdio", cujo oráculo garantia a posse da Ásia para quem conseguisse desatá-lo. Alexandre, o Grande, desfez o nó com um único golpe de espada. É o que o tradutor deve fazer. Chegar de forma rápida e eficiente aos resultados, ainda que use métodos insólitos. Porque o importante não é desatar e explicar tudo o que a empresa ou o produto é, mas apenas aquilo que o cliente espera que seja. Saber demais pode atrapalhar, e transformar a comunicação em receita com letra de médico. Para quem não é farmacêutico ler.

Antigamente nossos clientes não conseguiam entender o que fazíamos. As apresentações que nossos analistas de sistemas faziam para gerentes e diretores de empresas eram verdadeiras aulas de sânscrito para os menos acostumados. Isso foi até decidirmos mudar radicalmente nossa comunicação. Depois de muita discussão, o presidente da empresa definiu o rumo a tomar com algo mais ou menos assim: "Precisamos de alguém para dar palestras e escrever textos em linguagem acessível; que não seja da área de sistemas, nem conheça programação".

Todos captaram a mensagem. A tradução para o que dizia era: "Precisamos de uma verdadeira anta em tecnologia, alguém ignorante de pai e mãe em informática, zero à esquerda em Internet". Após um breve silêncio, todos na sala olharam para mim. A partir daquele dia me tornei o palestrante e articulista oficial da empresa.

Mario Persona

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Autodesenvolvimento: Você só depende de você.


Qualquer reflexão sobre o autodesenvolvimento passa primeiro, por um entendimento de que DESENVOLVER implica em romper laços, amarras, e sabemos que, em qualquer uma das dimensões humanas (física, emocional, mental, social, ou espiritual), todo desenvolvimento exige que rompamos com um padrão já adquirido, para adotarmos outro, que é novo e que é uma etapa natural da evolução humana.

Desenvolvimento significa o aumento das capacidades ou das possibilidades, pois podemos desenvolver o nosso potencial. Quando falamos em autodesenvolvimento, estamos entendendo que o indivíduo assuma, ele mesmo, a responsabilidade por este processo evolutivo, através da busca pessoal de recursos e condições, que lhe permitam reconhecer que hoje está "melhor" (em qualquer aspecto) que ontem, e ter a certeza de que, amanhã, estará melhor que hoje.

Quando pensamos nos recursos para promover este autodesenvolvimento, estamos fundamentalmente considerando a educação e qualquer outra ação, que venha a contribuir para que o indivíduo gerencie a si mesmo!

No atual contexto das organizações, este tema acabou assumindo uma grande importância, pois o autodesenvolvimento tornou-se uma das mais importantes competências para o profissional do século XXI e dele dependerá o sucesso das pessoas e conseqüentemente das organizações. Só as organizações que tiverem pessoas que estejam absolutamente conscientes e focadas em seu autodesenvolvimento, serão capazes de responder rapidamente a mudanças tão aceleradas, adaptar-se à nova realidade tecnológica, e superarem os desafios, que garantam, mais do que a sobrevivência, o sucesso organizacional.

O autodesenvolvimento não se restringe apenas à "gestão da carreira". Este é um importante aspecto, mas existem outros que são preliminares e, por isto, mais genéricos. O processo de autodesenvolvimento engloba algumas etapas essenciais:
_1. Fazer uma auto-análise
_2. Buscar ajuda e participação de pessoas que possam contribuir para seu autodiagnóstico, através de feedbacks eficazes.
_3. Definir os objetivos e métodos mais adequados para atingi-los.
_4. Agir, porque não adianta ficar só na intenção; é preciso canalizar a energia e partir para ação.

A competência de autodesenvolvimento implica numa acentuada capacidade de estudar, numa curiosidade natural, que se manifesta por um interesse em descobrir e conhecer o mundo, na iniciativa, na persistência e automotivação e na disciplina. Todas estas características estão relacionadas ao desenvolvimento da nossa inteligência emocional, o que nos leva a constatar que esta é a base de todo o processo de autodesenvolvimento.

Peter Drucker, em Desafios Gerenciais para o Século XXI, afirma que "gerenciar a si mesmo" significa colocar-se onde você possa fazer sua maior contribuição à sociedade; - aprender a se desenvolver constantemente, mantendo-se mentalmente ativo; e – aprender a como e quando mudar.

Na verdade, um ponto em que todos os gurus acabam concordando é que as pessoas que têm um autoconhecimento desenvolvido e que conseguem analisar as exigências do seu trabalho, de profissões de interesse e do mercado, podem ter maiores possibilidades de realização na carreira e na vida pessoal, pois encontram alternativas adequadas ao seu perfil e adaptam-se mais facilmente às mudanças trazidas pelas novas tecnologias.

Seguindo por esta linha de raciocínio, notamos que o autodesenvolvimento é uma questão estratégica na vida das pessoas, e que, no contexto de hoje, está relacionado ao sucesso individual e, por conseqüência, ao sucesso organizacional. Contudo, vamos nos deter agora nesta questão estratégica, ou seja, o nosso autodesenvolvimento tem de estar alinhado com a nossa missão, nossa visão, nossos valores, e no significado que damos ao trabalho em nossa vida.

Em sua obra, À procura de si próprio -Um guia para a Realização Pessoal, Barbara Braham afirma que somente quando compreendemos a nossa missão, conseguimos olhar para frente e "enxergar a nossa visão de futuro".

Segundo Joel Backer, um dos estudiosos sobre o futuro mais conhecido na atualidade, esta visão é um dos principais diferenciais entre pessoas, organizações e nações bem ou mal sucedidas. É esta visão, que compartilhada e posta em ação, pode mudar a vida das pessoas e, conseqüentemente, o mundo.
Nossa missão e nossa visão são norteadas por nossos valores. São os valores que permeiam as nossas escolhas em busca da realização pessoal. Precisamos ter clareza de nossos valores, pois são eles as nossas referências mais consistentes, que nos fazem buscar a coerência entre o discurso e as ações que empreendemos.

O significado do trabalho em nossa vida passou a ser importante nestas definições estratégicas, pois já que passamos mais de 1/3 de nossas vidas no trabalho e, como dissemos antes, em média vamos trabalhar 50 anos, temos que nos preocupar em mudar alguns paradigmas relacionados ao trabalho como "dever ou obrigação". Hoje algumas pessoas já começam a encarar o trabalho como fonte de prazer, buscando fazer aquilo que dê significado à sua vida e que esteja compatível com sua missão, seus valores, e sua visão de futuro.

No entanto, sabemos que dada a complexidade do SER HUMANO, muitas vezes, ele mesmo boicota estas realizações, utilizando "máscaras", como diz Barbara Braham na obra citada anteriormente. Precisamos tirar estas "máscaras" (a tirania do devo, a baixa auto-estima, o medo e outras) que nos distanciam de nós mesmos, que nos impedem de ver com mais clareza aquilo que somos e que desejamos. Tiradas estas máscaras conseguiremos caminhar no sentido de nossa auto-realização, que é a essência do sucesso pessoal e profissional.

À medida que entendemos o SER HUMANO como um SER HOLÍSTICO, não podemos separar a perspectiva pessoal da profissional. Muito se tem dito hoje sobre como a realização pessoal afeta a realização profissional, e vice-versa. Desta forma, pensar no significado do sucesso para o indivíduo é considerar o bom resultado, êxito ou triunfo (como diz o dicionário do Houaiss) de forma geral, ou seja, na vida. No entanto, sabemos que este é um assunto bastante complexo dada a sua subjetividade, pois o que é sucesso para um, pode não ser para outro, tendo em vista essencialmente os valores pessoais. Um dos principais questionamentos do SER HUMANO está relacionado ao como deve investir o seu tempo: para ganhar dinheiro ou para ser feliz? Uma pessoa mais focada no comportamento de SER, por considerar que TER é uma conseqüência, terá um entendimento diferente do que uma que está mais preocupada com o TER, por exemplo.

Por isso, pouco nos agregaria neste momento dar uma única definição do que seja sucesso, dada a singularidade do tema, mas podemos analisar que fatores podem nos levar ao "sucesso".

Diversos estudos sobre o tema convergem para a idéia da importância da Inteligência Emocional no sucesso das pessoas. Howard Gardner em seu estudo sobre Inteligências Múltiplas, já tinha feito referência a este aspecto, afirmando que muitas pessoas bem-sucedidas não tinham QI (Quociente de Inteligência) alto. A inteligência, como até então era entendida, pela perspectiva do raciocínio lógico-matemático-verbal, não era a principal característica de grandes expoentes nas mais diversas áreas do conhecimento humano.

Daniel Goleman afirma que a Inteligência Emocional (IE) permite fazer um prognóstico sólido para o sucesso de uma pessoa, pois 90% das diferenças entre executivos de desempenho excepcional e os de desempenho médio, estão relacionadas aos fatores relacionados à IE, e não às habilidades cognitivas adquiridas na escola. E, dos 5 fatores da IE, o que foi comum a todos foi a automotivação, decorrente das pessoas fazerem o que gostam.

A automotivação é um aspecto determinante na maneira como as pessoas lidam com o fracasso. E é impossível alcançar o sucesso se não soubermos enfrentar positivamente o seu oposto – o fracasso: entenda que o erro permite que você redirecione o caminho; coloque o foco em entender o PORQUÊ e não QUEM; use o erro como fonte de aprendizado e como medida para avaliar o seu crescimento.

Segundo uma pesquisa publicada na revista Fortune, as pessoas bem-sucedidas falharam em média 7 vezes, antes de se saírem bem.

Já existe algum acordo entre os diversos estudiosos do assunto, sobre algumas atitudes que diferenciam as pessoas de sucesso, tais como:
_• Têm paixão pelo que fazem, colocam afeto nas coisas;
_• Dedicam-se e são persistentes;
_• Têm visão de futuro;
_• São pró-ativas, assumem responsabilidades e correm "alguns" riscos;
_• Têm uma visão positiva da vida e um "alto-astral" (leveza);
_• Têm foco na qualidade de vida, fazem do presente os seus momentos felizes, usando bem o seu tempo e colocando toda a energia naquilo que é verdadeiramente significativo para elas;
_• Aprendem com erros próprios e dos outros, não valorizam as situações negativas;
_• São flexíveis e resilientes (capacidade de superar os limites);
_• Têm facilidade para se relacionar e conviver;
_• Desenvolvem o seu autoconhecimento, ele será a base do seu sucesso.

Um ponto importante a ser observado na relação das pessoas com o sucesso é a continuidade, pois, nem sempre, as pessoas agem no sentido de manter o sucesso conquistado, onde entra, mais uma vez, a importância do fator persistência: desistir jamais!

À medida que a empresa é uma integração de Seres Humanos, não há como não estabelecer uma correlação direta entre o sucesso pessoal/profissional com o sucesso da organização. Diversos gurus e estudiosos de gestão de empresas afirmam que pessoas felizes são mais produtivas, e vice-versa, gerando um ambiente mais positivo e têm melhores resultados – ou seja, geram lucro.
Como já disse meu amigo, Marco Aurélio Vianna, "Empresa Triunfadora, depende de gente Triunfadora e feliz!"

Denize Dutra
Consultora do MVC

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Siga em frente com o foco no cliente!

Chegamos ao novo milênio com uma bagagem muito maior que a de nossos antepassados, eles nem sabiam o que era um computador e hoje utilizamos desta e de outras ferramentas para nos relacionarmos pessoal e profissionalmente, fazendo comércio e estando dia-a-dia mais informados.
Realmente os tempos mudaram e a tecnologia propiciou vivências jamais imaginadas..... O mundo não acabou e diversas profecias não se realizaram, porém aqueles gurus da Velha Economia omitiram um fato importante, é verdade, esqueceram de mencionar o novo foco no mundo dos negócios!

Na Velha Economia Henry Ford preocupava-se em produzir veículos em série de uma mesma cor. Atualmente grandes montadoras ouvem taticamente seus clientes através da internet para ver quais cores seriam interessantes para seus novos modelos e quantos poderiam produzir. É verdade, os tempos mudaram e as formas de fazer negócios também.
Não podemos ficar de fora desta revolução digital que tem feito com que milhares de consumidores, talvez 2,5 bilhões nos próximos dez anos, utilizem a grande rede para efetuar o e-commerce.

Devemos ter em mente o potencial deste mercado e nos adequar as novas exigências deste público-alvo! Neste sentido temos que perceber a mudança de hábitos e as necessidades do mercado que está focado na satisfação do cliente.

Na confecção de um BPS (Business Plan de Sucesso), PDS (Parceria de Sucesso) ou de qualquer idéia que venha a se transformar numa pontocom ou mesmo nas atividades de qualquer empresa offline, levadas ao universo digital, os webempreendedores têm que ter em mente, neste Novo Milênio, que o principal ativo das empresas está na informação e o foco passa do lucro para o cliente.

O foco é o cliente?

Exato! Temos que ter agilidade e jogo de cintura para redirecionarmos os esforços de nossas empresas focando o cliente durante este ano e daqui para frente. Focar o cliente sempre como alvo dos esforços de nossa empresa e negócios é a nova ordem.

Na luta pelo ciberespaço sua empresa deve tratar seus clientes como se fossem a jóia mais preciosa e realmente o são. Seus clientes têm um universo de opções e empresas que podem estar prestando os mesmos serviços que a sua, resta saber quem está trabalhando com a melhor qualidade. E todos nós, na condição de e-consumidores estamos em busca da qualidade!
Chegou a hora de avaliar as oportunidades que a internet proporciona a sua empresa através do website gerando interatividade e maior contato com seus clientes.

Na internet lidamos com clientes exigentes que não suportam o mau atendimento e quando estão insatisfeitos procuram seu concorrente. Você sabe quanto custa a fidelidade de um cliente? Você tem idéia de quando custa a conquista por um cliente no universo digital? Com certeza o preço é alto e você deve otimizar recursos utilizando as técnicas de personalização e fidelização no tratamento com seus clientes. Evite perdas e danos!

Dê espaço para que seu cliente conduza o seu negócio, deixe que ele expresse sua opinião sobre seus produtos e serviços. De que forma você pode personalizar? Respondendo aos e-mails, propondo enquetes e pesquisas de opinião, abrindo espaço para seu cliente expressar seu contentamento ou seu aborrecimento e tomando atitudes para sempre satisfazê-lo. É simples e você estará aprendendo e conhecendo-o melhor.

Se sua empresa for conduzida por seus clientes taticamente estará acumulando pontos e consolidando o mercado do amanhã.
Pergunto para você:

1. Você está conversando com seus clientes?
2. Sua empresa estabelece uma interface dinâmica com o usuário?
3. Sua equipe está preparada para direcionar os e-mails e solicitações aos setores responsáveis?
4. As respostas são rápidas e respondem a solicitação de seu cliente?
Você e sua empresa devem ficar atentos aos fatos geradores do anti-marketing ou da imagem negativa e tratar individualmente todos os chamados de seus clientes.
Personalizar, a ordem é esta!
Se você adota o sistema de respostas e direcionamentos de e-mails aos funcionários ou gerentes responsáveis em seu website estará evitando os gargalos de comunicação que geralmente são nocivos para seu relacionamento com o cliente. Evite demora nas respostas!
Muitas empresas tradicionais do mercado digital tem incorrido em um grande erro enviando mensagens enlatadas aos seus clientes. Quando uma questão é tratada em especial pelo seu cliente e sua empresa não está preparada para tratá-la com a mesma seriedade fica evidenciado o descaso e a falta de comprometimento com o cliente.
É hora de virar o jogo!
Evite que todos os e-mails de sua empresa ou website sejam direcionados para webmaster@suaempresa.com.br. Faça com que o internauta envie o mail para o responsável pelo setor da empresa com que deseja tratar e que cuidará especialmente do assunto que será tratado.

Dê a face para bater, ou melhor, prepare sua equipe para um relacionamento amistoso com seu cliente onde as negociações podem tornar-se parte de um bate-papo agradável e saudável.
1 to 1! Sua empresa só tem a ganhar!

A interatividade com o cliente gera a fidelidade no relacionamento e sua manutenção a longo prazo fará de sua empresa digital mais respeitada, com conceito positivo no mercado e procurada pelos "internautas - consumidores" . Pense nisso!

Para finalizar: mudanças estratégicas em sua empresa deverão ser direcionadas para que o cliente expresse suas necessidades e desejos criando conversações e credibilidade. Mais uma maneira de utilizar a personalização como um diferencial para posicionar sua empresa, produtos e serviços no mercado.
As táticas utilizadas atualmente por empresas que ouvem seus clientes proporcionam a organização aumento na qualidade de serviços e produtos, aumento na produção e comercialização e, por conta disto, maior lucratividade aos acionistas. Se uma empresa sabe o que o cliente quer conseqüentemente irá produzir sob medida produtos que atendam com maior precisão as necessidades do cliente.

As empresas preocupadas com o cliente conquistam maior visibilidade no mercado e força nas vendas. Deixemos de lado a frase: O e-commerce que me desculpe... e outros motivos que não nos levam a aprimorar diariamente nossos produtos e serviços e relacionamento com nosso maior patrimônio. Neste ano teremos que ser ainda mais profissionais e qualificados aumentando os resultados desde já!

Você está pronto para adequar sua empresa ou website às novas ferramentas de interconectividade digital?

Se está pronto, provavelmente terá maiores chances de sobreviver aos maremotos virtuais que pairam este ano de 2002 prometendo devastar muitas pontocom despreparadas.
Siga em frente com o foco no cliente!
Sucesso!

Luiz Guilherme Todeschi

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Verdade ou Mentira!

A arte de enganar a freguesia sem que ela perceba
Artigo 1º - O cliente sempre tem razão;
Artigo 2º - Na dúvida, aplique o artigo primeiro deste regulamento. Inscrição gravada em pedra na entrada do supermercado Stew Leonard, de Connecticut, Estados Unidos, a loja que mais vende por metro quadrado no mundo, por falar a verdade, encantar seus clientes com produtos e serviços da melhor qualidade, vivendo em permanente festa com eles. Sim, festa mesmo, com balões, papeis picados no chão e muitas surpresas, porque varejo pressupõe alegria. Tristeza é para cemitério.

Nos bastidores de algumas lojas de Nova Iorque há diversos eletrodomésticos portáteis empilhados pelos cantos, fruto da troca que fizeram para alguns clientes. Tudo bem, trocas são procedimentos normais do comércio em qualquer parte do planeta, não fosse o ramo de atividade deles. Eles não trabalham com eletrodoméstico nenhum, mas levam muito a sério esse negócio do que o cliente tem sempre razão, preferindo aceitar pequenas trocas a brigar com a freguesia: São lojas de calçados finos, cujos preços variam de oitenta a trezentos dólares.

Analisando o comércio americano pelos exemplos acima, poderemos deduzir que lá não acontecem falhas e que aquele país é um verdadeiro paraíso em termos de atendimento. Claro que não. Existem supermercados, lojas de calçados e muitos outros setores onde há falta de mercadorias, sortimentos fora do perfil dos consumidores e atendimento inadequado, para dizer o mínimo. Mas há leis e regulamentos que protegem os consumidores e salvaguardas sociais às quais os cidadãos podem recorrer quando são ameaçados em seus direitos. E funcionam!

E aqui no Brasil, em que estágio está o relacionamento do comércio em geral com seus clientes? Houve considerável progresso nessa área, sem dúvida, mas ainda temos muito a aprender . Entretanto, os empresários não aprendem por livre e espontânea vontade, ou movidos por qualquer fundamento ideológico. No campo da qualidade dos produtos e das relações com o mercado, somente uma situação de alto risco para provocar mudanças positivas: A concorrência.

Tratar bem é agradar, enquanto que atender bem é servir, no sentido mais amplo que esses termos significam no dicionário da língua portuguesa. Confundindo e misturando as coisas, o nosso comércio pontifica mais na simpatia, no paparico cheio de mesuras e promessas, do que na efetiva prestação de serviços, atributo que os consumidores realmente valorizam. Imaginando que estão abafando, muitas lojas servem cafezinho, água mineral, café da manhã e sorteiam os mais inusitados prêmios. Se fossem escolas de samba, ganhariam nota dez em adereço e simpatia, mas perderiam feio em harmonia, evolução e no próprio samba enfim.

Feitas as comparações e deixando as mesuras de lado - porque enfim sou brasileiro também e como tal sofro do mesmo mal - , vamos ao ponto central deste artigo, cujo título estabelece um certo compromisso com os leitores, clientes deste veículo. Trata-se da arte de enganar e da mania de desvirtuar a atividade principal de um negócio, especialidades que muitos varejistas se tornaram verdadeiros mestres em nosso país.

Basta visitar um grande supermercado com olhos mais atentos para confirmar esse fato. Você não encontra mais com regularidade os produtos que sua família está acostumada a comprar. Sabe porquê? Porque o mix de produtos não foi definido respeitando as suas preferências, os seus hábitos de consumo. Pelo contrário. Os produtos foram expostos e dispostos na loja segundo e rentabilidade que proporcionam para a empresa e dentro das inúmeras verbas extras que os compradores arrancaram dos fornecedores, em troca de espaço e de promessas de grandes vendas.

O foco principal saiu do cliente e foi para o caixa, privilegiando as receitas não operacionais e desvirtuando a atividade básica do setor. Agindo desenfreadamente , o supermercado deixa de servir os clientes para se transformar num banco. Mas, na verdade, não faz bem o trabalho nem de banco e nem de loja, porque camufla sua operação, colocando imensa estrutura para trabalhar com uma única e exclusiva finalidade: arrecadar dinheiro!

Distorção é o que não falta nesse mercado de camaleões. Os "bancos de eletrodomésticos" não ficam atrás das grandes redes de supermercados nesse jogo do parece mas não é que já que virou mania nacional. Seus balconistas não vendem geladeira, fogão, televisor, mas crédito, recebendo treinamento e motivação para demover o cliente da idéia de comprar a vista. A função financeira dessas empresas, potencializada por taxas anuais até quinze vezes superiores à inflação, é responsável por mais de oitenta por cento dos lucros gerados no ano passado. "Se não fossem as receitas do crédito que concedemos aos clientes, nosso negócio se inviabilizaria", confessou o presidente de uma das cinco maiores redes do setor.

Moacir Moura

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